VITALINO É O DEUS DO BARRO E SARNEY É O DEUS DA LAMA As festividades juninas deste ano foram das mais quentes. E não foi só por causa das fogueiras. De cabo a rabo do Brasil, o São João do Carneirinho arrombou a boca do balão. Em Brasília, por exemplo, além da boca do balão, os animados forrozeiros arrombaram as portas do cofre. Concorrendo com a Capital do Forró, a Capital Foderal investiu pesado nas quadrilhas. Enquanto na terra de Vitalino imperam a Gaydrilha e a Sapatrilha, no Planalto Central predominaram a Sarneydrilha, a Senadrilha e a Agacieldrilha. Além desses folguedos, rolou de um tudo. Teve nego que pulou fogueira, feito o Edmar Castelão. Teve um metalúrgico que, acostumado com os altos fornos das indústrias, resolveu botar a mão no fogo e agora se encontra com as barbas de molho. Na casa de forró Salão Azul, enquanto os Tubarões do Forró roubavam o espetáculo, a mesa diretora de iguarias juninas fazia sucesso e todos queiram pegar uma boquinha. E o resultado é que se viu muita gente queimando a língua e outros terminando com batata quente na mão. Não faltou a tradicional guerra de espadas, que, por ser considerada uma brincadeira ultrapassada, gerou protestos dos integrantes do PMDB do B – Partido do Movimento Da Bicharada do Brasil -, que acusou o folguedo de machista e homofóóóóbico. Em lugar das espadas, eles optaram por soltar estrelinha, traque de massa e rodinha. Daí em diante o panorama mudou. O que se viu foi nego de quatro atrás da porta queimando estrelinha, outros pulando de susto pelo barulho do traque de massa. Mas a maioria preferiu mesmo foi soltar a rodinha. A QUADRILHA Alvantu! (que em francês significa "leva tudo") Anarriê! (que significa dar ré) Balancê! (que na língua de De Gaulle significa "balançar") Lá vem a polícia Sujou, sujou! Olha a entrevista! Olha a mansão! Olha a chuva! Daniel Dantas vai falar!


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