“Vingativa!, Vingativa...” é o corinho que mais se houve no Congresso, após o senador Jarbas Lasconcelos ter jogado bosta no ar condicionado da Veja. Veja como são as coisas: que o cara sempre foi vingativo desde pirrototinho ninguém duvida; e que quando garoto botava areia no franzido só pra arranhar o bilau dos outros é outra verdade histórica. Mas chegar ao cúmulo de botar caco de vidro já é coisa pra Freddy Krueger .
De desempenho medíocre no Senado, Jarbas , embora goste de numa xota novinha, passava as sessões jogando o jogo da velha. Tinha semana que, já nas quartas, pegava o avião e ia pra sua quinta, em Portugal. Sem espaço no PMDB nacional ele encontrou acolhida nesse Pefelê que está aí (como ele dizia nos tempos em que posava de esquerdista).
É no colo de Marco Macieza (o marco zero de Pernambuco) que ele vai chorar suas mágoas. Curiosamente, o partido mais feladaputa do Brasil não mereceu uma linha sequer na entrevista que lhe proporcionou os 15 minutos de glória, antes de ele se recolher à sua insignificância – de onde, aliás, nunca deveria ter saído.
Tampouco Jarbas Lasconcelos falou de sua medíocre gestão de oito anos como governador de Pernambuco, quando dividiu o poder com o que há de pior no Estado. Quando escândalos se sucederam, como o da venda suspeitosa da Celpe, por uns poucos caraminguás. A BR-232, misteriosamente, passou a ser chamada pelo povo de BR-464 – por que será? Uma tal empresa de segurança nordestina, com quem Lasconcelos tem ligações afetivas – e bote afetivas nisso, chegou a exercer funções da PM em escolas e outras repartições governamentais.
Para coroar sua biografia, o homem tomou para si a tarefa de botar no Malex do Senado três malaquias que enfeiam a política pernambucana - quiçá brasileira: Marco Macieza, Seu Jorge Apagão e Sérgio Goela. Mas não perdoa o fato de os pernambucanos terem eleito, como governador, Dudu das Meninas e dado uma rasteira histórica em seu pupilo Mão-de-Onça Filho, por coincidência também do Demo, sua linha auxiliar de sempre.
Baba, Jarbas, baba!
O PAPA-FIGO – ANO XXV – Fundador, proprietário, editor e office-boy: Bione (Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com pessoas vivas, mortas-vivas ou extraviadas será mera paranóia de quem achou). Bote no nosso e-mail: papa-figo@uol.com.br


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