Depois de “A volta da múmia”, “Esta noite encarnarei no teu cadáver II” e de Marco Maciel pleiteando sua reeleição ao Senado, um pesadelo volta a assustar as noites recifenses. Uma idéia insana, infeliz e mordaz passou pela mente doen-tia de uma jornalista pernambucana: fazer um filme sobre a “Geração 65”. Para quem não alcançou a época, trata-se de um bando de poeteiros que começou a se reunir em Jaboatão e, posterior-mente, nas mesas do saudoso Bar 7, para perpetrar poemas em guardanapo de papel.
A partir dessa idéia, a jornalista/cineasta Lucy Aicança resolveu resgatar o que sobrou daquele grupo. E o resultado foi a película “Degeneração 65, a volta dos que ainda não foram”. O lançamento do filme ocorreu na Fundação Joaquim Trabuco e o bota-fora, no bar Central. Lá se reuniram os remanes-centes do grupo. A orgia só não foi mais animada pelo fato de poucos terem sobrado, como Alexandre o Glande, Jacy Fudeu, Ângelo Monturo, Lucila Nogeira e Marcus Raviólly.
Para completar o silêncio sepulcral da noite, eles não trocaram palavras, pois são intrigados desde o tempo em que disputavam o posto de mestre-sala do “Nóis sofre mas nóis goza” com Lula Machão. Na festança fo-ram servidos papa de aveia, licor de cacau Xavier e Vinho Reconstituinte. O tira-gosto à base de pitomba sobrou porque a maioria já está sem dentes. Uma UTI móvel ficou à disposição para transportar os presentes até seus lares, a fim de evitar possíveis vexames com esses exageros da Lei Seca.
Algumas ausências, no entanto, foram bastante sentidas no documentário sobre o grupo que fez a fama de Jaboatão dos Guararapes, como as de Almir Cato Barro, Tereza Finório, o Bode Cheiroso e Odete.
O PAPA-FIGO – ANO XXV – Fundador, proprietário, editor e office-boy: Bione (Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com pessoas vivas, mortas-vivas ou extraviadas será mera paranóia de quem achou). Bote no nosso e-mail: papa-figo@uol.com.br


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