Como previram, do alto de sua incompetência, os nossos comentaristas televisivos, o ano de 2008 terminou mesmo no dia 31 de dezembro. Quanto ao início de 2009 no dia 1º. de janeiro, no entanto, muitos ainda estavam céticos. Portanto, é preciso cuidado. Afinal, cautela, caldo de galinha e um colete à prova de balas não fazem mal a ninguém.
A coisa tá tão da goitana da incerta que até Papai Noel anda com os pentelhos de molho e de saco cheio. Não sabe se em 2009 vai ter presente para todos. Se tiver, não sabe se vai ter trenó para fazer a entrega. Se tiver trenó, não sabe se as renas topam uma redução salarial ou vão cruzar os braços, quer dizer, as pernas.
O ano de 2008 teve de um tudo. Tá certo que o mundo gira e A Luzitana roda, mas assim já tá dando tonteira, mermão. A Rússia decretou a volta da Guerra Fria, enquanto os Unaited Isteites - seu outrora arqui-rival - elegia um negro como presidente. A economia vinha batendo todos os recordes de crescimento, quando, por causa de meia dúzia de três ou quatro filhos de Tio Sam que deixaram de pagar suas casas, tudo degringola. E, de repentelho, já tem mendigo alugando ponto a banqueiro falido.
Em nossas plagas a coisa também tá ficando mais preta do que o passado de Gustavo Krise. As safras estão se perdendo nos canaviais e já tem usineiro passando do champanhe com caviar para o caldo de cana com pão doce. Quanto às eleições, ocorreram quase sem novidades. Em Recife, Jarbas Lasconcelos, através dos cupinchas, levou mais uma lavada. E em Olinda, a prefeita Luciana Toda-toda (com todo respeito, Wal) deu mais uma rasteira em Jacilda Urtiga. Surpresas mesmo foram duas: Liberato Bosta Jr. finalmente desocupou a moita e Carlos Eduardo Dondoca, que pensou que ia fazer seu carnaval fora de época, só teve 3% dos votos. E acabou dançando na rua. Como se vê, foi uma ano de altos e baixos. Uma das boas notícias foi a constatação de que a música brega está em queda. Te cuida, Aviões do Forró.
Neste número, o Papa-Figo se despede (snif, snif) do ano que ora se foi. Tarde.
O PAPA-FIGO - ANO XXV - Fundador, proprietário, editor e office-boy: Bione. (Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com pessoas vivas, mortas-vivas ou extraviadas será mera paranóia de quem achou). Bote no nosso e-mail: papa-figo@uol.com.br


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