Durante sua décima milésima passagem por Recife - só este ano - , quando veio inaugurar uma borracharia, uma barraca de caldinho e dois bancos de feira, o presidente Lulalelé aproveitou para dar uma passadinha no Papa-Figo e na bunda de nossa repórter Eva Gina dos Prazeres. Em sua bagagem trouxe a ministra Dilma Roskoff, o líder do PT, Maurício Reis - que deixou a promissora carreira artística para se sacrificar pelos aposentados da Previdência -, além de um grupo de aliados, devidamente pendurados em seus culhões.
Após ser apresentado à equipe cão do Papa-figo, o presidente lançou a pedra fundamental de nossa sede, quebrando uma vidraça, o pára-brisa de um carro estacionado e a cabeça de um cheira-cola que passava.
O convite para a visita presidencial partiu de nosso homem no Planalto, Zeferino Cascagrossa da Silva, o Biu da Cabra, que além de primo segundo de Lulalelé – ou talvez por isso mesmo - ocupa o cargo de assessor de esportes da Presidência, ou seja, é gandula das peladas do Torto.
Em nossa sede, situada no Beco dos Casados, no aprazível bairro de Santo Amaro, o presidente lançou o PACA (Programa de Avacaiação dos Companheiros Aloprados). A idéia do programa surgiu com a divulgação de mais um dossiê elaborado pelos amigos da onça infiltrados no PT - Partido dos Traíras – e consiste em desmoralizar essas almas assim que forem identificadas. Vale mão na bunda, dedada, peteleco no ovo e mãe no meio.
Após revelar que gostaria de dar quatro dedos de prosa com os presentes, Lulalelé proferiu um breve discurso, que durou quatro horas, cinco latinhas de Pitu (de 475 ml) e seis sacos estourados. Depois o presidente passou a palavra a Dilma, que disse que estava muito feliz com os companheiros de partido e que adoraria vê-los das profundas dos infernos pra dentro.
Após a breve cerimônia, que durou dois dias e três noites, a equipe presidencial foi recebida no vizinho Bar do Cu, onde nossa chefe de cerimonial, Zefa Maga, ofereceu um coquetel à base de coisas da terra, como cocorote de bagaço de coco acompanhado de patê de unha de velho, sublimamente regador por um bom e envelhecido vinho do Frei.
O PAPA-FIGO – ANO XXIV (ops!) – Fundador, proprietário, editor e office-boy: Bione
(Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com pessoas vivas, mortas-vivas ou extraviadas será mera paranóia de quem achou).
Bote no nosso e-mail: papa-figo@uol.com.br


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