Blog do papa-figo


21/07/2007


olimpíadas no inferno

(OU O PANDEMÔNIO)

 

Por Zeferino Cascagrossa

 

A olimpíada do inferno

foi o maior escarcéu

a coisa foi preparada

pela mulher de Xexéu,

a avó de Satanás,

a bisavó de Caifás

e a tia de Fogaréu.

 

A tocha, bem diferente,

era formada de gelo

o hino, música baiana

cantada por Desmantelo,

um cão tinhoso e demente

que berrava um som estridente

montado no seu camelo.

 

Foi um furdunço tão grande

um verdadeiro sufoco

a multidão se espremia

em cima de um pé de coco

e só vaiava Satanás

que gritava “eu quero mais”

achando que era pouco.

 

Agradeceu os apupos

dizendo “eu não mereço

vocês são mesmo uns amores

mas tudo tem o seu preço

tou sempre fazendo o pior

- maldade só da maior -

por isso eu agradeço”.

 

A abertura durou

quase um século e meio

foi uma cerimônia bem breve

Deus foi chamado e não veio

mandou um representante

era um santo protestante,

seu ajudante mais feio.

 

Tudo ia muito bem

como foi planificado

com dois mil anos de ensaio

não podia dar errado

de repente a coisa muda

alguém gritou “Deus me acuda

ocorreu o inesperado”.

 

No meio da cerimônia

a coisa degringolou

Satanás saiu correndo

Belzebu se dispersou

a briga comeu no centro

quando alguém gritou de dentro:

“ACM aqui chegou!”

 

A partir daquela hora

tudo virou confusão

foi só tabefe e facada

empurra-empurra e bofetão

deram dedada no Demo

e partiram para o extremo

comeram  a mãe de Cancão.

 

Roubaram a comedoria

apagaram o fogo eterno

o gelo se alastrou

o verão virou inverno

hoje o cão vive penando

pelo espaço levitando:

ACM herdou o inferno.

 

O PAPA-FIGO – ANO XXIII – Fundador, proprietário, editor e office-boy: Bione

(Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com pessoas vivas, mortas-vivas ou extraviadas será mera paranóia de quem achou).

Bote no nosso e-mail: papa-figo@uol.com.br

Escrito por papa-figo às 19h37
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