BRASÍLIA (Via ou não via) – O presidente Lulalá anda tão feliz com sua ida para o segundo turno que resolveu tirar férias da campanha. De anzol, minhoca e samburá, ele aderiu ao salutar esporte da pescaria. A decisão deveu-se à quantidade de traíras que infestam os canais, rios e lagos que cortam a Capital Foderal.
“Companheiro, eu já encontrei traíra até debaixo do meu birô”, desabafou Lulalá durante quatro dedos de prosa com Zeferino Cascagrossa da Silva, seu primo e nosso agente infiltrado no Planalto. “O mais pior é que quando a gente tá quase fisgando, os danados escorregam entre nossos dedos”, revela o presidente.
Segundo especialistas, boa parte dessas traíras pertencem à espécie Traírus alopradus. Seus alevinos foram cultivados nas águas geladas da Rússia e depois transportadas para o Brasil, onde foram criadas nas represas de São Paulo. As traíras encontradas em Brasília são consideradas peixes graúdos e são de difícil captura, quando você os atinge e pensa que estão mortos eles ressurgem com mais força ainda, pois se alimentam de arraias miúdas, abundantes tanto em São Paulo como em Brasília.
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(Esta é uma obra de fricção. Qualquer semelhança com pessoas vivas, mortas-vivas ou extraviadas será mera paranóia de quem achou).


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