Blog do papa-figo


01/07/2009


NA PONTA DA LÍNGUA

PROF. AURÉLIO BURACO DE OLINDA

 

Dor encausada – refere-se a um malestar (olha a nova regra aí, gente!) difuso, mas ao mesmo tempo localizado no tórax ou no abdome. O problema é que, quando você consulta o médico, só recebe uma dessas três explicações, que, aliás, servem pra tudo: virose, mau-jeito ou gases. 

Taca porra! – ato de arremessar espermatozóides em algo ou alguém. No entanto, hoje se usa para uma série de situações. O Sport leva o maior sufoco do Palmeiras: “Taca porra!”, exclama o torcedor. Chega a conta da luz: “Taca porra!”, grita o consumidor. Passa uma reboculosa, numa minissaia daquelas: “Taca porra!”, suspira o taradão.

Fiquei incrível – combinação do verbo ficar com o adjetivo “incrível”. Esta expressão é usada nas mais diferentes situações, como substituta de outras interjeições como “fiquei boquiabrido”, “cagüei-me” e “varei!”. Mas toda vez que eu vejo alguém exclamando “eu fiquei incrível”, eu fico incrível.

Carai! – palavra com a qual tive contato a vez primeira quando ia com uma pessoa no carro e caí num dos muitos buracos da cidade. Dirigia, na realidade, voltando da escola de minha filha e foi ela quem exclamou tão singelo vocábulo. Perguntada onde ela, aos 5 anos, havia aprendido aquela palavra, respondeu: “Ah, pai, na sala todo mundo só fala isso, até a professora”. Ah, bom.

Rachada – substantivo feminino usado para designar algo que é quebrado parcialmente, fissurado. Emprega-se também para nomear as mulheres femes. Palavra que pode ir desde a grosseria até o sublime. Lembre-se da canção infantil que tinha o seguinte estribilho: “Ai, ai, ai, minha rachadinha/ ai, ai, ai, minha rachadinha, tenho coisa boa pra você ser minha...”

– Apesar de curta, trata-se de uma das mais complexas palavras da língua de Camões. Na hora em que a pessoa exclama “é uó!”, dependendo da situação, pode estar tecendo um elogio, uma crítica ou um desprezo. Esse vocábulo é muito empregado pela turma que gosta de soltar uó.

 

Escrito por papa-figo às 09h01
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15/06/2009


ALBERTO PITBULL, O CRONISTA ANTI-SOCIAL

MARCO ZERO - Marco Macieza, o Marco Zero de Pernambuco, encontra-se em plena campanha para se reeleger senador. A fim de ganhar maior visibilidade política pretende subir num muro ainda mais alto. Gustavo Krise, que é tamborete de forró, foi dispensado.

LUA DE FEL - Não chamem para a mesma cama Humcerto Costa e João Paulo Coelho, parece que aquela base do só vou se você for é coisa do passado. O ex-burromestre já partiu para outra. Tem sido visto almoçando com o novo camarada, Inocente de Oliveira. Pra mim tem boga no meio.

CADELA DE JUBA - Depois do sucesso na primeira fase da Libertadores, os peladei..., quer dizer, atletas do Sport acharam que iam elevar o nome de Pernambuco aos píncaros da glória. Nisso, a embriaguez do sucesso subiu à cabeça e agora eles se encontram em ressaca cívica.Nem um caminhão de Engov dá jeito.

TRÊS VEZES ZERO - O episódio da CPI da Petrobras deixou uma coisa bem clara. Pernambuco tem três senadores no Congresso Nacional, mas se batermos os três num liquidificador não dá um copo de vereador de Pixoxó do Miriririm.

FUI DE COSTA - João de Costa informa à coluna que não está nem um pouco preocupado com a questão do lixo que toma conta de nossas avenidas, ruelas e becos. Procurado por nossa reportagem, deixou um pequeno e elegante recado pregado na porta: “Fuiiii!”. Por falar em lixo, parece que ele está se lixando.

VADE RETRO - Torcendo para que a administração João de Costa dê com os jegues n’água, o Democratas (quá, quá, quá!) criou um boneco chamado João Lixão. Como o inverno traz o risco de desabamento de barreiras e outros transtornos, os caciques do partido têm-se reunido toda manhã para fazer a dança da chuva. Sai-te, demo!

Escrito por papa-figo às 20h03
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30/05/2009


Escrito por papa-figo às 18h45
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LIBERTADORES: O SPORT POR UM PORCO NÃO FOI CAMPEÃO

ILHA DO RETIRO ESPIRITUAL (Via Agência Fúnebre) - O valoroso timeco do Sport fez bonito na Taça  Libostadores das Américas e por um porco não se tornou o primeiro clube do Nordeste a levantar o caneco. Desde o início da competição o time da praça da Bundeira mostrou que não estava pra brincadeira. Foi lá nos Andes e deu uma surra no Coco-Colo, depois abateu o time da EMTU, em seguida desceu das alturas e pegou o Palmeiras.

Dizem as más línguas que em sua primeira viagem, A Coisa, como é carinhosamente chamado pelos torcedores do Santa e do Náutico, andou pegando umas folhinhas que vendem América Latrina afora e agora, que passou o efeito, o valoroso esquadrão anda apanhando mais do que couro de tambor de macumba.

Agora a valente torcida burro-negra anda culpando o time do porco pela tragédia de sua equipe não ter sido campeã. “O Palmeiras podia muito bem não ter vindo ao Recife, como fez o Flamengo em 87, não podia?!”, perguntava revoltado Mordido do Poico, chefe da torcida desorganizada Quadrilha Jovem. É tanto que depois da partida o grito dos torcedores ecoava pela cidade: “Queremos W.O., queremos W.O. , queremos W.O...”.

Desassossega, Leão, os demônios do inferno da Segunda Divisão tão chamando.

Escrito por papa-figo às 18h43
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22/05/2009


A DATA QUE NÃO QUER CALAR

O 31 de março passado foi comemorado, bebemorado e até fudemorado nas casernas como uma data marcante da história brasileira. E a chamada sociedade civil – onde já se viu? – ficou caladinha, como se nada tivesse ocorrido. Se o locutor que vos tecla no poder estivesse, decretava feriadão, feito o da Paixão de Cristo ou o do esquartejamento de Tiradentes. No 31 de março – ou melhor, 1º de abril – de 1964, a história brasileira foi crucificada, nossa Constituição esquartejada, e um bando de gorilas se autoproclamaram centuriões da Nação e tomaram para si o destino de milhões de cidadãos e cidadãs que nunca viram seus rostos e jamais os elegeriam para dirigir suas vidas.

E ainda hoje têm o cinismo de comemorar, como se tivessem colocado o Brasil na era da modernidade e a salvo das garras do “comunismo pagão”. Quando, na realidade, a herança que deixaram foi a maior concentração de renda do planeta e, por consequência, a maior violência idem. Tudo isto às custs de prisões, tortura, morte e degredo dos nossos melhores homens (e mulheres) públicos. E muita gente boa ora se cala em troca de 30 dinheiros esmolados a título de indenização, como se a sociedade de hoje tivesse que pagar pelos desmandos que um bando de paranóicos perpetrou em nome do estado brasileiro.

Neste mês de maio que também são lembrados os 40 anos da morte do Padre Henrique. Ele foi torturado e morto covardemente a mando de figurinhas e figurões que hoje frequentam as colunas sociais epolíticas dos desmemoriados jornalões, pousando de modernosos. Muitos deles reverenciando, hipocritamente, os 100 anos de dom Helder. Eles são os mesmos traíras que mataram Frei Caneca e os heróis de 1817. São os Magalhães, os CCCrauses, os Maciéis da vida.

O que dói mesmo é ver os Vasconcelos, os Zé Arlindos e os Chico de Assis de lutas d’antanho a comer e a beber no mesmo cocho, como suínos submissos, que não mais conseguem erguer o olhar.

Que a lama não lhes seja leve. Amém.  

Escrito por papa-figo às 12h41
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11/05/2009


MEU DIÁRIO DE VIAGENS: OBAMA EXCLAMA PARA MIM: "ESSE CARA É UM CARA DO CARALHO!"

TRINIDAD Y TOBAGO (Ivan Pé-de-Mesa, enviado especial) – Designado a cobrir essa tal de Reunião de Cópula de las Américas, lá foi-se o locutor que vos tecla descobrir onde goitana fica esse tal de Trinidad Y Tobago. Pensando tratar-se de uma dupla caipira, fui bater em Barretos, no interior de São Paulo. Lá, no entanto, fui informado de que a dupla não mais existia. Com a morte de Trinidad, Tobago agora estava cantando ao lado de Leonardo, formando a dupla Leonardo e Tobago.

Ligando para a redação, me informaram que a tal reunião ocorreria num país da América Latina. Puta que os Caribe! Fui pra Estação da Luz e peguei o trem Madeira-Marmoré. Ao ver que ninguém vinha cobrar minha passagem, pedi informações a um senhor muito do branco, sentado solitário. Ele me informou que aquele era um trem fantasma, pois a ferrovia nunca fora inaugurada e que aquela composição só trans-portava as almas dos trabalhadores que morreram durante a frustrada construção da ferrovia. Mas ele daria um jeito de me deixar em Trinidad Y Tobago.

Nisso ouvi um papoco e me vi caído no porão de um navio, onde um marinheiro tentava me acordar, utilizando um balde de água gelada. Ele então me explicou que, na realidade, eu havia topado fazer aquela viagem até Trinidad y Tobago lavando os porões daquele cargueiro, que fazia o transporte de rum, do Caribe para a fábrica da Montilla em Suape. O pessoal só estranhava que eu, antes de lavar os porões, ficava lambendo as paredes e bebendo os resíduos de rum que se acumulavam nos cantos dos reservatórios. Até desmaiar de tão bêbado.

 

UMA AVENTURA DO CARIBE - Depois de me recompor com um café amargo e dois copos de rum, desci a Port of Spain, a capital. A presença da importante reunião estava em toda parte. Comunistas e hippies se misturavam aos figurões, chegando a lembrar Olinda, que eu supunha ser o único lugar do mundo onde ainda existem comunistas e hippies.

No campus onde se realizavam as sessões, via-se de um tudo. Evo Morales, por exemplo, arrastava um fardo de folhas de coca para consumo próprio, argumentando com Obama que aquilo não fazia mal a ninguém. Ao que o americano afirmava que preferia Pepsi. Cristina Kirschner puxava Nestor pela coleira e Chávez empurrava Fidel numa cadeira de rodas, devidamente disfarçado de Chapolin – Fidel, não Chávez. Num canto escuro Lula batia quatro dedos de prosa com Lugo, que tentava se esconder de um bando de pirralhos de diferentes idades, que o procuravam com exames de DNA em punho.

Foi nesse momento que resolvi me aliviar do excesso de rum ingerido e me dirigi ao primeiro mictório que encontrei. Ao começar a verter água, notei que um negão que mijava a meu lado começou a arregalar os olhos e apontar pra minha sucuri. “My God!”, balbuciava ele, enquanto comparava a minha jabiraca com a sua. Ao olhar direitinho, notei que se tratava do companheiro Obama. “That’s the man!”, repetia ele, assombrado.

E, sem mais nem menos, me arrastou pelo braço, saindo de uma espécie de túnel exatamente num palco em frente à multidão que se acotovelava à espera de seu discurso. Ao surgir em frente ao microfone, ele ergueu meu prativai e berrou: “Man, this man is the man of the dick!”. Ao que o populacho delirava: “Yes we can!”, “Yes we can!”… Senti minhas forças a se esvair ao som daquele estribilho. “Man, this man is the man of the dick!”. E o eco “Yes, we can!”... Acordei, no dia seguinte, com uma dor de cabeça da goitana, com a cara sobre minha velha máquina Remington 22, na redação do “Papa”. Só estranhei quando encontrei em um guardanapo no bolso do meu jaquetão: “Call me tomorrow”.

 

O PAPA-FIGO – ANO XXV – Fundador, proprietário, editor e office-boy: Bione (Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com pessoas vivas, mortas-vivas ou extraviadas será mera paranóia de quem achou). Bote no nosso e-mail: papa-figo@uol.com.br

 

Escrito por papa-figo às 11h58
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26/04/2009


CARTA ABERTA AO PREFEITO DO RECIFE

Exmo. Sr. João da Costa,

A sabedoria política é feito alguns vinhos, amadurece com o tempo. Um enólogo apressado pode botar uma safra a perder. Essa história de “medidas de impacto”, um jargão político para administradores recém-empossados, talvez não tenha sido bem assimilada por Vossa Excelência. Esqueceram de dizer ao senhor que o “impacto” aí não é sinônimo de porrada, mas medidas administrativas imediatas que tenham efeito positivo sobre parcelas da população e reverberação política na mídia e nos elementos formadores de opinião.

Desde que o senhor assumiu, imagino que burocratas que o cercam têm-no instado a adotar ações que em várias ocasiões têm levado aos atingidos gritarem palavras de ordem como “quero meu voto de volta”. Ora, sem estudo prévio ou discussão, o senhor, no melhor estilo “prendo e arrebento”, proibiu a venda de petiscos na praia. Ora, uma cidade praieira e de tradição de mascates como o Recife não suportaria tamanha truculência. Isto sem falar que nossa orla, ao contrário de outras capitais, não possui bares de praia, exatamente por culpa de nossos governantes.

Só pra refrescar vossa memória, o Projeto Cura, financiado pela Caixa Econômica Federal, há cerca de 20 anos atrás, previa a instalação de palhoças ao longo da orla e uma espécie de praça de alimentação no Segundo Jardim, que inclusive chegou a ter o contorno alargado à frente do Califórnia, para o desvio da avenida. Ocorre que o então prefeito recém-empossado, sr. Joaquim Francisco, alegando que isto aumentaria o alcoolismo na cidade –ai! - alterou o projeto e só manteve as barraquinhas de coco, inclusive as proibindo de vender sequer latinhas de cerveja. Onde ele enfiou a grana que sobrou do projeto não se sabe.

Proibir as pessoas de venderem os deliciosos camarões à la Expedito, as ostras de Itapissuma  – faz 30 anos que as consumo e nunca tive uma flatulência –, os caranguejos de coco, é tirar de uma vasta parcela da população sua única fonte de renda.  E condenar os banhistas à fome eterna. A Bíblia já dizia, dai de comer a quem tem fome e de beber a quem tem sede. Vetar as cervejas em garrafas de vidro é outra insanidade de burocratas. Isto é medida para ser tomada em campos de futebol ou aglomerações similares. As garrafas são mais econômicas, higiênicas e poluem menos que as latinhas. Argumentar que quando quebradas tornam-se uma arma é oligofrenia pura. Nunca vi uma briga na praia, exceto nos negros tempos do Recifolia. Outra coisa, o senhor já viu alguém conseguir quebrar uma garrafa na areia? O cara que conseguir tal façanha não precisa de garrafa para acertar o desafeto.

O famigerado Dircon tem sido a sua linha auxiliar, designado que está sendo para fazer o trabalho sujo de sua administração. Bater em camelô, arrastar pelas ruas vendedor de espetinho, invadir bares para confiscar o som, sem qualquer ordem judicial ou comunicação prévia fazem lembrar tempos idos, que Deus queira que não voltem mais. Enquanto isso, o centro da cidade se dilacera, esburacado, alagado e cheio de lixo.

Na sexta-feira, dia 24 de abril, testemunhei – e até fui vítima - de um episódio, como se diz, emblemático. Estávamos sorvendo nosso Jack Daniel’s, devidamente aboletados numa mesa à frente do bar Central, quando dois caminhões pararam e deles desceram alguns homens de preto. Eles começaram a se aglutinar, feito formigas assassinas, que se reúnem, antes de desfecharem o ataque fulminante. Daí em diante o que se viu foi uma sequência de grosseria e abuso de autoridade. Ele nos expulsavam das mesas e ameaçavam quem insistisse em permanecer sentado. A reboque, os trogloditas do batalhão de choque invadiram o espaço, ameaçadoramente. Chegaram a bater e levar em cana o garçom Yorubá, do Central, que apenas tentou segurar uma mesa para guardá-la no bar em vez de entregá-la ao fiscal. Lembrei da frase atribuída a Otto Lara Resende: “Não tenho medo do general; tenho medo do inspetor de quarteirão”. Isto tudo ocorreu numa rua, onde raramente passa um carro ou um pedestre e que sem o bar estaria entregue às baratas, ratos e marginais que infestam outras artérias do centro. 

Excelência, dizem as más línguas que o senhor não bebe. Nada contra, embora ache que o defeito maior do ser humano seja a abstinência. Mas o aconselharia a dar uma esticadinha até as efervescentes ruas do Quartier Latin, de Paris; às verdadeiras passarelas, protegidas por arcos milenares, de Florença ou de Roma; ou aos Biergarten de Munique. Mesas, cadeiras e pessoas se aglutinam numa festa diuturna. “Mas lá eles são disciplinados”, argumentaria o senhor. Tudo bem, senhor prefeito, discipline, discipline.  Entre isso e tomar as “medidas de impacto” que Vossa Excelência está tomando há uma distância quilométrica.

Conselho final: mude de rota enquanto é cedo. O povo que o elegeu já está começando a pedir seu voto de volta e a fazer trocadilho impublicável com seu nome. Passar bem.

Manoel Bione    

Escrito por papa-figo às 19h21
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16/04/2009


Escrito por papa-figo às 17h12
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02/04/2009


ARQUEÓLOGOS ENCONTRAM A "ORAÇÃO DO PHODA-SE"

Antes de proferirmos a esotérica reza, é mister se fazer alguns esclarecimentos preliminares. Essa oração foi encontrada por um arqueólogo grego chamado Indiana Jones, numa greta escura, situada entre o Monte de Vênus e a Terra de Ninguém. Ninguém até hoje sabe a localização exata do ponto G da descoberta. O choque do encontrão foi tão da goitana que Indiana ainda hoje é visto pulando de tela em tela de cinema, saltitando entre gretões da Arábia Maldita e cavernas quentes e molhadinhas do seu amado Peru, onde de vez em quando enche a caveira.

O autor da primeira Oração do Foda-se foi um frade dominicano. Tinha essa denominação porque passava a semana inteira labutando nos jardins do mosteiro, mas no domingo estava livre para labutar onde lhe aprouvesse. Frei Domicci Phoda viveu uma vida exemplar – ou melhor, nada exemplar para os costumes da época. Pregava o amor-livre, o livre arbítrio e a lei do ventre livre, ou seja, só será gerado em seu ventre quem a mãe quiser. Por essas idéias ele foi queimado vivo, mas teve a coragem de, no último pedido, solicitar uma taça de vinho para tomar com um naco de churrasquinho que autorizou o carrasco a fatiar de sua perna, já chamuscada pelas chamas. Dizem que ele nunca morreu, pois na hora da execução, olhando para o céu, pronunciou a palavra mágica “Phoda-se!”. Foi o que o salvou. Deus, muito do misericordioso, decretou: “Ninguém nunca teve a coragem desse homem. Apesar de rebelde, vou dar-lhe um castigo menor. Ele penará pelo mundo, encarnando em religiosos que não se rendem à minha desmoralizada onipotência”.

E assim Frei Domicci Phoda vem atravessando secula seculorum, incorporando nas mais polêmicas figuras da igreja. Dizem que encarnou em Giordano Bruno, João Huss, Joana D’arc, Frei Caneca e Padre Carapuceiro – pra quem não sabe, o editor do jornal O Carapuceiro, uma espécie de Papa-Figo de sua época. Ultimamente Frei Domicci foi visto em Vitória de Santo Antão, onde falsifica o Vinho do Frei, aquele que você toma hoje e amanhã já terá pago todos os seus pecados.

Abaixo, publicamos com exclusiva exclusividade sua mais famosa criação, a Oração do Frei Domicci Phoda, devidamente atualizada, traduzida para o português contemporâneo e obedecendo as regras da Nova Ortografia.

 

A ORAÇÃO DO FODA-SE

 

- Foda-se dom Dedé, Bento XVI, Edir Macedo, Henry Sobel, o apóstolo Estevam, a bispa Sônia... e a puta que o pariu.

-Amém.

- Foda-se Jarbas Lasconcelos, Marco Macieza, Mão-de-Onça Filho, Sérgio Goela, Gustavo Krise... e a puta que o pariu.

- Amém. 

- Foda-se Chitãozinho e Xororó, Bruno e Marrone, Zezé Di Camargo e Luciano, Rionegro e Solimões...  e a puta que o pariu.

- Amém.

- Foda-se trio elétrico, axé music, fuleragem music, carnaval da Bahia, Aviões do Forró, Calcinha Preta, Calypso... e a puta que o pariu.

-Amém.

- Foda-se Faustão, Sílvio Santos, Gugu, Sérgio Mallandro, Tom Cavalcanti, Ana Maria Braga, Luciano Huck... e a puta que o pariu.

- Amém.

- Foda-se Sarney, Jáder Barbalho, ACM Neto, FHC, Roberto Freire, Arthur Virgílio, Raul Jungmann, Zé Dirceu... e a puta que o pariu.

- Amém.

- Foda-se economista, comentarista de economia, Miriam Leitão, Revista Veja, Diogo Mainardi, Carlos Garcia, Cláudio Humberto... e a puta que o pariu.

- Amém.

- Se quiser aumentar a lista, pode acrescentar mais alguém.

- Se tiver achando ruim, foda-se você também.

- Aaaameeeém...

 

O PAPA-FIGO – ANO XXV – Fundador, proprietário, editor e office-boy: Bione (Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com pessoas vivas, mortas-vivas ou extraviadas será mera paranóia de quem achou). Bote no nosso e-mail: papa-figo@uol.com.br

Escrito por papa-figo às 09h46
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28/03/2009


DOM DEDÉ CONFESSA AO PAPA:"EU NASCI DE UM ABORTO"

ROMA (Via Papamóvel) – Causou reboliço nas hostes celestiais as revelações do famigerado arcebispo de Olinda, Recife e adjacências. Em con-fissão sigilosa ao Papa-Figo, dom Dedé garantiu que nasceu de um aborto, daí sua ojeriza a essa prática, cada dia mais comum nos cinco cantos do planeta. Mesmo cor-rendo o risco de sermos excomungados,  revelamos, apenas para a torcida do Santa, da Coisa e do Náutico, o teor da confissão. Mas não espalhem não, hein?!

Papa-Figo: Por que o senhor escolheu o Papa-Figo para fazer reve-lações tão importantes?

Dom Dedé: Eu respeito a hierarquia divina. Se o nome do jornal tem “Papa” é porque recebeu alguma incumbência celestial.

Papa-Figo: Por que o senhor detesta tanto o aborto?

Dom Dedé: O aborto é coisa de satã - vade retro! Eu mesmo fui vítima de um.

Papa-Figo: Como as-sim?

Dom Dedé: Minha mãe me abortou.

Papa-Figo: E como o senhor sobreviveu?

Dom Dedé: O pessoal  me encontrou no lixão da Muribeca, mas eu era tão feio que pensaram que aquilo fosse a placenta. Então jogaram o feto fora e criaram a placenta. E hoje estou aqui.

Papa-Figo: O senhor excomungou a mãe da garota estuprada, os médicos, mas não exco-mungou o pai estu-prador...

Dom Dedé: Estupro não é tão grave quanto o assassinato, que é o aborto. Como acon-selhava o grande esta-dista Paulo Maluf, estupra mas

não mata.

Papa-Figo: Quais são outras situações previs-tas no Direito Canônico que podem levar à ex-comunhão?

Dom Dedé: São várias. Foi não foi eu tô exco-mungando um. Semana passada mesmo excomun-guei um padeiro

Papa-Figo: Que pecado tão grave ele cometeu?

Dom Dedé: A padaria onde ele trabalha fornece hóstia para minha igreja. Quando fui lá apanhar a encomenda, tava ele com a boca cheia de hóstias que tinham sobrado. E a profanação da hóstia é passível de excomunhão.

Papa-Figo: Que outro caso tão grave o senhor

observou?

Dom Dedé: De vez em quando vou passando num bar e observo os caras tomando cerveja e apostando porrinha. Ex-comungo na hora.

Papa-Figo: Só por estarem apostando?

Dom Dedé: Pois é, o Código é implacável. A apostasia é crime contra a lei do Lá de Cima.

Papa-Figo: O senhor gosta de excomungar, hein?

Dom Dedé: Eu gosto de cumprir a lei de Deus

Papa-Figo: Tem algum outro exemplo?

Dom Dedé: Este eu senti na pele. Comprei um quilo de carne e quando che-guei em casa só tinha 900 gramas. Excomunguei o açougueiro na hora. O pecado da carne também está previsto no Código Canônico.

Papa-Figo: O senhor defende a volta da In-quisição?

Dom Dedé: Inquisição... Inquisição...

 

(Neste momento, dom Dedé começou a babar, estrebuchar e revirar os olhos. De suas narinas passou a sair uma fumaça vermelha que inundou o ambiente. Nisso ouvimos um estouro e quando a fumaça baixou, ele tinha sumido, restando apenas um cheiro de enxofre no ar).  

 

O PAPA-FIGO – ANO XXV – Fundador, proprietário, editor e office-boy: Bione (Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com pessoas vivas, mortas-vivas ou extraviadas será mera paranóia de quem achou). Bote no nosso e-mail: papa-figo@uol.com.br

Escrito por papa-figo às 09h29
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19/03/2009


COMO SOBREVIVER À CRISE (II Parte)

Pelo Prof. Dr. Navarro Gando Praga

 

LAVANDERIA INDUSTRIAL – O ramo de lavanderias é dos setores de atividade mais rentáveis existentes, afinal ninguém nunca deixou de melar a zorba. Alguns quilos de sabão em pó e alguns litros de água se transformam rapidamente em dinheiro vivo. Taí os chineses que não me deixam mentir. Mesmo com poucos conhecimentos e parcos recursos você pode montar seu negócio. Primeiramente, alugue uma casa ampla. Antes de inaugurar, porém, bote uma placa de “Breve, lavanderia” e passe a adquirir as máquinas e os ferros de passar. É adequado que tais equipamentos fiquem no subsolo. Arrume uns sócios dispostos a trabalhar e comece a escavar febrilmente, principalmente à noite para não incomodar a vizinhança. Mãos à obra e em pouco tempo você será um homem rico. Apenas mais um detalhe: a tal lavanderia deve ser situada bem em frente a uma importante instituição bancária, como Banco Central, Casa da Moeda, etc.

INDÚSTRIA DE BEBIDAS – Pernambuco tem-se tornado, ultimamente, um importante polo industrial de bebidas. Tem fábricas em Igarassu, Recife, Vitória, Jaboatão, Suape... Isto sem falar nas fabriquetas espalhadas pelo interior e na indústria vinícola do Vale do São Francisco. Com pouco dinheiro você pode começar a investir neste importante setor, que passa ao largo da crise. Já que está desempregado mesmo, pegue mensalmente a graninha do Seguro Desemprego e associe-se a uma dessas fábricas. Com alguns caraminguás você pode adquirir produtos os mais variados, como vinhos, cervejas, uísque, aguardente e encher a caveira. Além de ajudar a desenvolver o parque industrial de nosso Estado ainda esquece completamente a crise que se abate sobre o planeta.

INDÚSTRIA ARMAMENTISTA – Como se sabe, depois da vitória do “não” no plebiscito que visava proibir o comércio de armas de fogo, a indústria armamentista brasileira passou a investir pesado no setor. Gigantes como Inbel, Rossi e Taurus desconhecem aperto. Portanto, escolha uma dessa empresas para dirigir seus investimentos e proceda da seguinte maneira. Retire a merreca a que ficaram reduzidas suas aplicações na Bolsa, procure uma casa credenciada, compre uma bela pistola automática e alguns cartuchos novos. Ao chegar no escritório ligue o ar condicionado para abafar o barulho, sente confortavelmente em sua poltrona, introduza o cano da arma na boca e acione o gatilho. Pimba! Nunca mais você vai ouvir a palavra crise.

Escrito por papa-figo às 13h01
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04/03/2009


COMO SOBREVIVER À CRISE QUE SE APROXIMA (I)

PELO PROF. DR. NAVARRO GANDO PRAGA

 

O Prof. Dr. Navarro Gando Praga sempre foi um gênio precoce. Já nasceu com 15 anos e falando inglês. Foi com ele que Mangabeira      Unger aprendeu as primeiras lições (e talvez por isso só consiga se comunicar no idioma de Tio Sam). É de sua lavra a célebre Teoria dos Números Incomensuráveis, que até hoje ninguém sabe que porra quer dizer. Estudioso dos fenômenos econômicos do planeta e da influência da lua cheia no ciclo menstrual da lagosta, previu, ainda na década de 1960, o crack de 1929 da bolsa de Nova Iorque, que pelo jeito está viciada em crack. A crise atual ele conseguiu prever com precisão apenas dois meses depois de deflagrada. O estalo se deu quando ele puxou o saldo de seus investimentos em bancos imobiliários americanos. Dos dois milhões de dólares investidos sobrou, no extrato, um aviso de que sua casa seria hipotecada para zerar o saldo negativo, mas que no total ainda sobrariam 20 cents positivos. Grana que ele usou para tomar um cafezinho no boteco da esquina, enquanto elaborava esse revolucionário plano de blindagem pessoal contra o tsunami econômico que se aproxima das costas brasileiras.

 

COMIDA LIGHT – É um ramo do comércio que cresce sem parar. Se você entra num supermercado, o departamento de alimentos dietéticos ocupam cada dia mais espaço. De chocolate a sopas especiais tem de tudo. A ordem é diminuir o peso. Dirija urgentemente seus investimentos para esse segmento. Como fazer isso é muito simples. Se você investia pesado em filé-mingon, por exemplo, cosnsumindo cinco quilos por semana, passe a comprar dois. E para ajudar a baixar o colesterol, troque o filé-mingnon por carcaça de frango. Você come, come, rói os ossos e no final não ingeriu quase nada. Coloria zero.

 

MEIOS DE TRANSPORTE – Este setor tem progredido lentamente, mas sem crise. Terra, mar e ar são cortados por milhões de veículos dos mais variados tipos e tamanhos. Do fabrico à  comercialização, passando pela utilização e a venda de serviços coletivos ou individuais. De cruzeiros marítimos a vôos em aviões de carreira ou em táxis aéreos, encontra-se de um tudo. Faça a opção mais rentável para o seu bolso. Ultimamente existe um busão para cada destino que imaginar. Como seus caraminguás estão evaporando da noite para o dia, procure a linha mais adequada e boa viagem.

 

CONSTRUÇÃO CIVIL – Pense numa atividade que não para de crescer. Principalmente depois que o presidente Lula anunciou a construção de 100 mil casas populares, as ações das construtoras dispararam. Agora chegou sua vez de desfrutar desse ramo da atividade humana. Repasse aquela cobertura metida que você não está conseguindo pagar na Caixa, pegue a migalha que sobrou, compre um terreninho numa perifa – mas sem risco de desmoronamento – e mãos à obra, literalmente. Junte barro, faça os tijolos. Nesse tempo de chuva fica mais fácil. Agora é só pegar dona Encrenca e os bruguelos. Daqui a pouco eles estarão enturmados com a vizinhança, e nesses dias estão na carreira atrás da bola e logo, logo, conhecerão outros cracks do bairro.

Escrito por papa-figo às 15h32
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03/03/2009


Nas bancas, a Revista número 3 do MUNDO CANIBAL. 

Depois do Carnaval, saiba a verdade sobre o fim dos Trapalhões! 
 
 

Só pode haver um!

A Revista Mundo Canibal volta às bancas, falando de Carnaval. Mas esta não é a única atração deste número. Finalmente descobrimos o maior mistério sobre a morte de Mussum e Zacarias. E damos o alerta: Dedé corre perigo! Didi, um imortal travará uma batalha que mudará o curso da comédia mundial.

Tá no Brasil, abraça o capeta…

Com exclusividade, conseguimos uma entrevista com o Coisa-ruim. O Diabo abre a sua intimidade e fala dos chifres, do rabo, da mulherada e tudo o mais.

BBB

E no Big Boster Brasil, mostramos a força da falta de criatividade e bom gosto que permeia a televisão brasileira. Eca! 
 

O Mundo Canibal é o site brasileiro com o maior número de animações disponíveis na uébi.(HIPERLINK   www.mundocanibal.com.br). E sua versão impressa, a revista Mundo Canibal, vem preencher uma lacuna nas bancas. Filha bastarda do Chiclete com Banana e Planeta Diário, as publicações de humor nunca mais serão as mesmas. Vá até a banca mais próxima e confira. Por sua conta e risco! 

Ah, essa revista é desaconselhável para menores de 18 anos. Não adianta chorar, pivetinho! 

Escrito por papa-figo às 15h25
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18/02/2009


JARBAS CAGA NO PRATO EM QUE COMEU

“Vingativa!, Vingativa...” é o corinho que mais se houve no Congresso, após o senador Jarbas Lasconcelos ter jogado bosta no ar condicionado da Veja. Veja como são as coisas: que o cara sempre foi vingativo desde pirrototinho ninguém duvida; e que quando garoto botava areia no franzido só pra arranhar o bilau dos outros é outra verdade histórica. Mas chegar ao cúmulo de botar caco de vidro já é coisa pra Freddy Krueger .

De desempenho medíocre no Senado, Jarbas , embora goste de numa xota novinha, passava as sessões jogando o jogo da velha. Tinha semana que, já nas quartas, pegava o avião e ia pra sua quinta, em Portugal. Sem espaço no PMDB nacional ele encontrou acolhida nesse Pefelê que está aí (como ele dizia nos tempos em que posava de esquerdista).

É no colo de Marco Macieza (o marco zero de Pernambuco) que ele vai chorar suas mágoas. Curiosamente, o partido mais feladaputa do Brasil não mereceu uma linha sequer na entrevista que lhe proporcionou os 15 minutos de glória, antes de ele se recolher à sua insignificância – de onde, aliás, nunca deveria ter saído.

Tampouco Jarbas Lasconcelos falou de sua medíocre gestão de oito anos como governador de Pernambuco, quando dividiu o poder com o que há de pior no Estado. Quando escândalos se sucederam, como o da venda suspeitosa da Celpe, por uns poucos caraminguás. A BR-232, misteriosamente, passou a ser chamada pelo povo de BR-464 – por que será? Uma tal empresa  de segurança nordestina, com quem Lasconcelos tem ligações afetivas – e bote afetivas nisso, chegou a exercer funções da PM em escolas e outras repartições governamentais.

Para coroar sua biografia, o homem tomou para si a tarefa de botar no Malex do Senado três malaquias que enfeiam a política pernambucana - quiçá brasileira: Marco Macieza, Seu Jorge Apagão e Sérgio Goela. Mas não perdoa o fato de os pernambucanos terem eleito, como governador, Dudu das Meninas e dado uma rasteira histórica em seu pupilo Mão-de-Onça Filho, por coincidência também do Demo, sua linha auxiliar de sempre.

Baba, Jarbas, baba!

 

O PAPA-FIGO – ANO XXV – Fundador, proprietário, editor e office-boy: Bione (Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com pessoas vivas, mortas-vivas ou extraviadas será mera paranóia de quem achou). Bote no nosso e-mail: papa-figo@uol.com.br

Escrito por papa-figo às 10h02
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14/02/2009


REFORMA ORTOGRÁFICA FAZ BODEGA DE VEIO PERDER ACENTO

(OLINDA – Álcool em toda parte) - Não bastasse o calor da goitana, o celular fora de área e os malas que baixam de vez em quando, a animada confraria da Bodega de Véio sofreu um duro golpe com a desditada reforma ortográfica, que decapitou o saudoso trema e aboliu quase todos os hífens.

Como consequência (sem trema)da devastadora reforma, o “Véio” da Bodega vai ter que ficar sem acento. Revoltados, clientes, malas, confrades e demais frequentadores (olha a falta do trema de novo aí, gente!) prometeram fazer uma grande manifestação e percorrer as principais ladeiras de Olinda. A ideia (sem acento) partiu de seu Manoel Portuga, um entendido em língua, principalmente ao molho madeira.

Depois de muita discussão, Chico Arruda teve a palavra: “Peraí, se a gente fizer uma manifestação, o povaréu vai pensar que é alguma frangagem de Pai Edu, e vai querer participar, esperando galinha guizada, mungunzá e confeitos para os pivetes”.  Ao que Maomé completou: “ E se for uma passeata, vão pensar que é um bloco e a mundiça vai invadir e trocar tapa, capoeira e empurra-empurra”.

Diante de tais argumentos, dona Berna, sempre ponderada em suas colocações,  acalmou os ânimos, e decretou: “ Vocês deixem de frescura. Que passe a ser “Véio” ou “Veio”, como determina a nova regra. Não vai faltar assento pra ninguém, porque o ‘acento’ da língua é com C”. E finalizou: “Bione, pode pegar um tamborete desses pra sua patroa”. 

O PAPA-FIGO – ANO XXV – Fundador, proprietário, editor e office-boy: Bione (Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com pessoas vivas, mortas-vivas ou extraviadas será mera paranóia de quem achou). Bote no nosso e-mail: papa-figo@uol.com.br

Escrito por papa-figo às 11h58
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